historias de família, origem dos martins, oliveira, e figueiredo, rosa


Oliveira é um apelido de família (em Portugal) ou sobrenome no Brasil da onomástica da língua portuguesa. Tem raízes toponímicas, tendo sido tirado da designação do Paço de Oliveira, na freguesia de Santa Maria de Oliveira, concelho de Arcos de Valdevez.
A primeira família que adoptou este nome por apelido é de remotas origens, a ela pertencendo o arcebispo de Braga D. Martinho Pires de Oliveira, que instituiu um rico morgadio em Évora, herdado pela descendência de seu pai Pedro Oliveira. As armas antigas dos Oliveiras, são talvez tão antigas que antecedem o nascimento das chamadas regras da armaria ou, pelo menos, a sua aplicação em Portugal.
Brasão de armas
Uma das famílias Oliveira teve suas armas de brasão de vermelho, uma oliveira de verde. Modernamente, e decerto para as fazer condizer com tais regras, passaram a ser: de vermelho, uma oliveira de verde, perfilada e frutada de ouro, e arrancada de prata. Timbre: a oliveira do escudo.
Brasão da Família Oliveira e Brasão da Família Oliva

O sobrenome Oliveira e sua variaçãoOliva vêm das terras ibéricas e trazem consigo muitas especulações de qual seria sua real origem, uns afirmam que o sobrenome Oliveira vem de cultivadores de oliveiras, que desde a Era Clássica tinha grande influência, pois o azeite de oliva era importantíssimo para as civilizações clássicas, o azeite manteve seu valor durante a Idade Média, por isso a idéia de que cultivadores usassem o sobrenome Oliveira para indicar seu ofício.
Já outra versão diz que os primeiros a usar o nome Oliveira foram judeus convertidos, na tentativa de não criar problemas com a Igreja, na verdade sabe-se que durante a época da inquisição católica, muitos judeus, na península ibérica adotaram nomes de arvores para ser seu sobrenome.
Após a diáspora judaica muitas famílias judias se fixaram na península Ibérica, porém com o cristianismo as famílias continuaram sendo discriminadas, primeiro pelos romanos e depois pelos visigodos, mas quando os mouros dominaram a península as perseguições diminuíram, isso porque a religião islâmica permitia a liberdade de culto de cristãos e judeus, quando a península foi retomada pelos cristãos a tolerância em relação aos judeus se manteve por um período, em Portugal alguns judeus conquistaram lugares de prestigio na vida pública, mas isso desagradou a população cristã, recebendo pressão tanto interna quanto externa, o governo português iniciou efetivamente ações contra o judaísmo em meados do século XV enquanto na Espanha milhares de judeus eram mortos, muitos então foram buscar refugio em Portugal, foi quando o monarca português D. João II instituiu uma taxa aos imigrantes judeus que só poderiam ficar no país por oito meses, caso não partissem seriam vendidos como escravos. O sucessor de D. João II libertou os escravos, porém D. Manuel I decretou a expulsão de todos os judeus de Portugal, só permaneceriam no país aqueles que se convertessem, para evitarem a perseguição dos cristãos velhos os judeus convertidos adotaram apelidos que lhes permitissem uma certa anonimidade, teria Oliveira sido um destes.
Alguns acreditam até, que os membros da família Oliveira eram descendentes da tribo sacerdotal de Israel, os levitas, e que são descendentes do personagem bíblico Levi, um dos filhos de Jacó, já que em hebraico Levi se escreve Lvi, letras presentes na palavra OLIVEIRA, tornando assim uma forma de manter sua origem.
A família Oliveira de Portugal começou a habitar o Brasil, praticamente, desde os primórdios de sua história como colônia portuguesa, na verdade grande parte dos cristãos novos, como eram chamados os judeus convertidos ao catolicismo, imigraram para o Brasil nesse período. Esse sobrenome tem muitas variações, tais como Oliva, Olival, Olivera,Oliver, Olivares entre outras, algumas destas são espanholas e bem populares nos países hispânicos.
Brasão da Família Martins, Brasão da Família Martinis e Brasão da Família Martini


A origem dos sobrenomes Martins, Martinis(ou Martinez) e Martini vem do nome latino Martinici ou Martinus, que significa guerreiro ou inclinado à guerra, o nome latino criou os nomes Martim, Martino ou Martinho destes nomes batismais surgiram os sobrenomes Martins, Martinis e Martini, fazendo uma referencia que quem levasse o apelido Martins, Martinis e Martini eram filhos de Martim, Martino ou Martinho, ou vinha de uma terra pertencente à alguém com este nome. Quanto as famílias Martins, Martinis(ou Martinez), sabe-se que o sobrenome Martins é uma variação do sobrenome Martinez que com o tempo também gerou a variação Martinis, por isso os brasões referentes a família Martins no armorial português também são referentes a família Martinez e Martines, na verdade o brasão mais comum da família Martins, que é o primeiro abaixo( cortado, com a primeira parte de duas barras de ouro sobre um fundo negro, com as flores-de-lis púrpuras sobre um fundo de ouro na segunda parte) foi dado a família Martinez e adotado posteriormente a família Martins .

A palavra portuguesa “figueira” significa “árvore de figo” e Figueiredo quer dizer “lugar onde há muitas árvores de figo”. Querem os linhagistas que esta família proceda de Goesto Ansures, cavaleiro lendário que foi o libertador de algumas donzelas que eram conduzidas pelos mouros para pagamento do tributo anual de cem donzelas nobres destinadas à concubinas do Rei de Córdova, conforme o ajuste feito com o Rei Mauregato. Dizem ainda os linhagistas que Goesto Ansures se enamorou de uma das libertas e que de ambos provém os Figueiredos. Assim, apontam Arsur Goestis, suposto filhos de Goesto Ansures, cavaleiro que vivia no território de Viseu, no ano de  871, com sua mulher, D. Eleva, os quais neste mesmo ano fizeram doação de várias rendas e ornamentos ao mosteiro de Arouca. Goeiro Martins de Figueiredo é o primeiro do sobrenome, viveu nos reinados de D. Afonso II, D. Sancho e D. Afonso III e, por volta do ano de 1260 doou aos mosteiros de Santa Cruz de Coimbra certas fazendas por ocasião de seus aniversários.
O sobrenome português Figueiredo ou Figueredo foi levado ao longo de Galícia e Áustrias. Gonzalo Garcia de Figueredo era o Senhor de Micleira e tutor do infante D. João de Portugal, casou-se com D. Constanza Ruiz Pereira e dela teve um filho chamado Arias Gonzalez de Figueredo, que foi casado com D. Leonor Pereira, e foram pais de Joana Figueredo Pereira, esposa de Fernan Martinez Carvajal.
Um dos fundadores dos muitos ramos da Familia Figueiredo em Portugal, foram D. João de Figueiredo e outro, D. Álvaro de Figueiredo. Vasco Esteves e Figueiredo foi o Senhor da Torre e julgado de Figueiredo, e a ele aludem as Inquirições de D. Diniz. Estas inquirições se deram em 1284, nos julgados de Figueiredo, de Sever, de Cambra, de Fermedo e de Cabanões, buscando informações sobre as propriedades, os bens do Rei e o que existia nas localidades de uma forma geral, procedendo ao cadastro do Reino, com informações de caráter econômico, administrativo, de índole social ou eclesiástica, passando pela onomástica e toponímia. São dados como seus filhos: Gil, Lourenço, Afonso e Garcia Vasques de Figueiredo, sendo que estes dois últimos deixaram longa geração.
João de Figueiredo serviu os Reis católicos Ferdinando de Aragão e Isabella de Castela, e na tomada de Granada ele foi Capitão dos Cem Lançadores. Por causa de suas valorosas ações, o Rei D. João III o recompensou com ato público na sociedade do Círculo de Acaila e concedeu Brasão de Armas mostrado por proclamação do dia 08 de outubro de 1528.
Um portador famoso da Família Figueiredo foi Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto no Brasil, que nasceu em 1837, foi Senador e Deputado durante o reinado da Monarquia, Ministro do Comércio Interior e Presidente do Conselho de 1889, que foi responsável pela formação da Proclamação da República do Brasil.

Brasão de Armas:
Partido: 1º de azul, com uma torre quadrada de prata, lavrada, aberta e iluminada de vermelho, acompanhada de quatro bandeiras do segundo esmalte com a Cruz de Cristo do terceiro, hasteadas de ouro, cada uma firmada num dos ângulos da torre; 2º de vermelho, com cinco folhas de figueira de verde, perfiladas de ouro, postas em sautor.
Timbre: a torre, com as quatro bandeiras do escudo, moventes das ameias, duas para cada lado.
Origem: Portugal.

Fonte: Armorial Lusitano
Instituto Heráldico Americano
Registro Brasonário nº IHA-2310


Brasão da Família Rosa

 O sobrenome Rosa é comum em quase todos os países da Europa, tendo variações na Inglaterra, França, Alemanha, Itália, Espanha entre outros, sendo as mais comuns Roze, Larose, Roz, Roos, Rosen e Roza, sua origem é a palavra em latim rosa, que é o nome de uma das flores mais conhecidas no mundo.
O sobrenome foi adotado por algumas famílias por causa do nome próprio Rosa, em alguns lugares da Europa os homens de pele rosada levavam este apelido, também famílias que usavam a rosa como símbolo adotaram o sobrenome, na Idade Média a rosa era o símbolo da Virgem Maria, por isso a sua popularidade,  na Idade Média também era tradição brisurar as armas dos filhos com rosas para indicar que estes não eram os primogênitos, em geral era o sétimo filho que levava o símbolo da rosa. Famílias judias da Europa Central e Oriental adotaram o sobrenome Royz, uma variação do alemão Rosen.
Acima o brasão da família Rosa da Espanha, e ao lado o brasão da família Rose da França.


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