Busco em ti minha nova forma de encontrar o mundo, mas não sei quem é você, sei apenas que talvez você não seja eu.
Você alto, amarelo, como a cor deste deserto.
Você que eu olhando para mim buscando em ti o meu eu interior.
Ajude-me a levantar-me e a encontrar um lugar para descansas... Me Leve para alguma sombra.
Eis que olhando para mim mesmo nessa miragem de quem eu fui um dia tento-me levantar, mas eis que assombro meus próprios olhos, pois me nego a sair deste lugar.
Agora me lembro acho que tive um nome... Acho que ouvi a morte me chamar... ela disse Gabriell venha para sua cama.
_durma Gabriell foi o que ela me disse...

Busco em ti minha nova forma de encontrar o mundo, mas não sei quem é você, sei apenas que talvez você não seja eu.
Você alto, amarelo, como a cor deste deserto.
Você que eu olhando para mim buscando em ti o meu eu interior.
Ajude-me a levantar-me e a encontrar um lugar para descansas... Me Leve para alguma sombra.
Eis que olhando para mim mesmo nessa miragem de quem eu fui um dia tento-me levantar, mas eis que assombro meus próprios olhos, pois me nego a sair deste lugar.
Agora me lembro acho que tive um nome... Acho que ouvi a morte me chamar... ela disse Gabriell venha para sua cama.
_durma Gabriell foi o que ela me disse...

Estou deitado no meio do deserto, não tenho mais nada senão areia por todo o meu corpo. Lá bem ao longe já vejo os anjos negros a pairar, urubus, abutres, homes de preto.

Pergunto-me como vim parar nessa duna, e se sou mesmo quem essas areias me dizem que sou. Já não sei bem se é realmente dia ou se já estou vendo alem desse nosso mundo. Tento me levantar, mas não consigo minhas pernas já não tem mais força para meu corpo reerguer.

Veja que belo uma larva sai por minha ferida, os escalpos de minha fronte ardem com o suor que escore por minha testa, e o vento que traz essas areias é tão violento como uma chuva de navalhas.

Sei lá, mas acho que já não estou mais vivo, e já nem me lembro o motivo pelo qual eu me adentrei nesse deserto.

O que são isso em minhas mãos?

Parece que são de metal, acho que são correntes...

Mas se são correntes que pecados eu cometi?

Olha que bela essa é a chuva da noite dos desertos, fria como o coração dos homens. Já cinto em minhas pernas a casa de insetos do deserto... Minha força agora é força para outros sobreviverem a esse deserto imaculado.

Mas quem me serra força? Se já não me agüento em prantos, nem mesmo águas para minhas lagrimas não me restam.

Sádicos moribundos anjos do deserto esperem que minha morte se concretize!

Devorem suas mães!

É incrível, esse mesmo deserto que me cozinhava pela manha agora me congela. Nem ao menos tenho força para fugir enquanto ainda tenho vida.

Se ainda tenho vida!?

Minha vida se ressalva pelos encartes de minha fúnebre história.

O deserto já não é mais tão deserto assim, não tem cheiro, não tem forma, só a dor, dor que já nem sinto. Quem nem sei se sinto, o frio já acabou e o calor deste alvorecer é como brasas em todo o meu ser...


Estou deitado no meio do deserto, não tenho mais nada senão areia por todo o meu corpo. Lá bem ao longe já vejo os anjos negros a pairar, urubus, abutres, homes de preto.

Pergunto-me como vim parar nessa duna, e se sou mesmo quem essas areias me dizem que sou. Já não sei bem se é realmente dia ou se já estou vendo alem desse nosso mundo. Tento me levantar, mas não consigo minhas pernas já não tem mais força para meu corpo reerguer.

Veja que belo uma larva sai por minha ferida, os escalpos de minha fronte ardem com o suor que escore por minha testa, e o vento que traz essas areias é tão violento como uma chuva de navalhas.

Sei lá, mas acho que já não estou mais vivo, e já nem me lembro o motivo pelo qual eu me adentrei nesse deserto.

O que são isso em minhas mãos?

Parece que são de metal, acho que são correntes...

Mas se são correntes que pecados eu cometi?

Olha que bela essa é a chuva da noite dos desertos, fria como o coração dos homens. Já cinto em minhas pernas a casa de insetos do deserto... Minha força agora é força para outros sobreviverem a esse deserto imaculado.

Mas quem me serra força? Se já não me agüento em prantos, nem mesmo águas para minhas lagrimas não me restam.

Sádicos moribundos anjos do deserto esperem que minha morte se concretize!

Devorem suas mães!

É incrível, esse mesmo deserto que me cozinhava pela manha agora me congela. Nem ao menos tenho força para fugir enquanto ainda tenho vida.

Se ainda tenho vida!?

Minha vida se ressalva pelos encartes de minha fúnebre história.

O deserto já não é mais tão deserto assim, não tem cheiro, não tem forma, só a dor, dor que já nem sinto. Quem nem sei se sinto, o frio já acabou e o calor deste alvorecer é como brasas em todo o meu ser...

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